8.6.07

Muchas gracias don José

“La música callada del toreo”

Un prodigioso mágico sentido,
un recordar callado en el oído
y un sentir que en mis ojos sin voz veo.

Una sonora soledad lejana,
fuente sin fin de la que insomne mana
la música callada del toreo.


Rafael Alberti


...Morante, naquele último touro, não foi só Morante, foi o toureiro que todos deveriam ser, o refazedor do tempo, lento e sem ouvidos aos avisos que cronometram este arte tão de dentro.


Morante es Morante porque es Morante
Morante traza geodésicas JOSÉ SUÁREZ-INCLÁN
Los 6 TOROS de Morante, una tarde que pasará al recuerdo


crisdovale

13 Comments:

At 10:28 da tarde, Blogger rititi said...

Viste a corrida? Como diría o mal-amado Jesulín: sólo tengo dos palabras, im-presionante.
Beijos e obrigada!
Rita

 
At 10:42 da tarde, Blogger Minha Rica casinha said...

Não tive essa sorte. Fica-me a tua faena sobre a faena. Notavel, com Duende...
Beijos
C

 
At 10:58 da tarde, Anonymous Anónimo said...

La musica callada del toreo, grande poemaço do grande Alberti. não o conhecia, e só por isso valia a pena passar por aqui. até muito breve
TBC

 
At 11:17 da tarde, Blogger rititi said...

Então vai à página de Las Ventas (las-ventas.com) e ali tens a faena.
Beijos!

 
At 4:24 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Por mim, prefiro o Ponce.

 
At 11:14 da tarde, Anonymous Anónimo said...

... e eu, como de costume, prefiro o corno do boi no ânus da besta.

 
At 11:44 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Cada um, mesmo depreciando-se, prefere as suas preferências.

 
At 2:38 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Já vi a cena.
Em nome do que é que me depreciaria, em apreciá-la ?
Porventura não é do «espetáculo» ?
E os lindíssimos cavalos abatidos na arena com as tripas a sairem-lhes do ventre, não é um «espetáculo», não é do «espetáculo» ?
Por Deus !

 
At 9:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Isto há de tudo, até os imbecis que não sabem o que dizem.
O que Morante fez foi um poema épico nos 3 tércios:

Capote e Varas

banderilhas

Muleta e Morte do touro.

Daqui se vê que as corridas a pé em Portugal, sao só meias corridas.
Que pena!

 
At 11:12 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Um "imbecilozito" na «minha casinha» até dá um colorido simpático a um terceto de seis bois em poema épico.
O espírito da coisa é o de que na arena todos os animais têm a mesma dignidade, embora alguns sejam levemente mais inteligentes do que outros.
É portanto no estricto respeito por esta neutralidade emocional que passa a imensa arte do artista quando, finda a "faena", em passo empertigado «perfeitamente espanhol», o herói saúda e recebe flores das evanescentes chocas da plateia.
Oh, é lindo !

 
At 12:37 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Há aqui uma linha ténue e indefenida ( afición) que se passa ou não se passa. Agora, quem não passa, deve escusar-se - porque lhe fica mal, e não por mais nada - de chamar besta ou coisa que o valha aos outros. Até porque estes outros - Alberti, Picasso, Goya, Bergamin, Michel Leiris, Georges Bataille, Manuel Alegre, Alvaro Guerra, Garcia Lorca, Hemingway, Camilo josé Cela, Julio Pomar, Orson Wells,Jean Cocteau, Vanessa Fauchier,Jean Marie Lemogodeuc, e tantos mais - também têm a sua sensibilidade...
E têm um respeito e admiração por essa maravilha da criação, o toiro, que Ve Exa nunca entenderá, e essa é uma falha que não lhe podemos , mesmo querendo, remediar.
JJMN

 
At 1:11 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Muito bem escrito. Sobretudo com uma elegância fora do comum.
A «besta», de facto, foi excesso de que me penitencio e, uma vez que concordo absolutamente que não sou "remediável" quanto ao putativo respeito e admiração pelo toiro, nas arenas do espetáculo, fica a promessa solene de que não voltarei a comentar agora ou mais tarde este assunto ou com ele relacionado.

 
At 6:30 da tarde, Blogger filomeno2006 said...

¡Viva Don Juan Carlos!

 

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