23.2.05

COM TUBAS

Enquanto no PSD se vive o borralho das aventuras de correio a cavalo, mantendo-se ainda assim em cartaz novos números de coliseu ( o cereja já assomou na sua frincha), as atenções viram-se para a incubação do novo governo.

A TVI, não se intimidando com o já celebre “habituem-se”, chiado em tons púrpura pelo dr Vitorino (quem terá ficado com as chaves do castelinho?), já debitou uma constelação de governantes e peras.

Todavia, a apreensão instalou-se. Porventura o pânico, ainda que larvar.
É que no jorro de talentos, na enxurrada das aptidões, não se viu ainda, a boiar que fosse, o nome dele.

É certo que ainda não é tarde.
Até ao final da semana certamente luzirá das imerecidas sombras o seu ritmado e rimado nome.
Outra coisa não seria só crueldade, mas a atrocidade mais bestial.
Era o circo romano de volta.
A barbárie nua.

Daí estar a engrossar um ribeiro de almas boas, que as há, adubando para quinta-feira próxima uma piedosa iniciativa, “a manifestação de um grito só”, que, acompanhada de tubas, vai estrondear:

- “Não esqueçam o Valadares!”



cristDvaL

(vd.Todo alçado no bico dos botins - 20.12.04)