18.10.04

O LAMPEJO DO ASSALTO VIRTUOSO

“ A assaltada tem mais valor, se à vista de toda a gente”


Porto-Belenenses, Guimarães-Benfica: O sistema a reagir, já com pouca finura, à inesperada, crescente preocupação.

Benfica-Porto: intervenção ainda mais florida, que o caso não dava para utilitarismos cépticos e pervertidos.

O nome de Benquerença já que trazia no bojo a bonita promessa de cumprir a limpeza dos actos. Esfregão de cozinha de geometria variável, esfregou, de facto.

Mais à noite, a SIC-Notícias, atirou às pessoas a cereja: Com o unto a subir aos cabelos, o comentador Santos – outro nome premonitório de viagens azuis por entre nuvens - não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai, arrazoou, já com o unto a descer-lhe pela testa, sobre a humanidade do erro, sobretudo no futebol.

Sobre esta gente serve a preceito Guerra Junqueiro quando falava de gente “…corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que honrados (?) na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que…sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (…)”


lourençobravo